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terça-feira, 28 de março de 2017

O MAU USO DA PALAVRA PAZ



O sistema capitalista, para não reconhecer a crise que o despedaça em frações nacionais vitimadas pela promoção irresponsável do individualismo, da competição à procura de lucro e do desprezo pela tendência humana à solidariedade fraterna, comemora o Tratado de Roma que há 60 anos combateu a guerra entre Alemanha e França.

Assim, dizem orgulhar-se da paz criada entre duas nações que se tornaram aliadas através do poder financeiro e militar. Assim ocultam  que, para fortalecer uma Europa rica, destruiram a URSS pela guerra fria, e através da NATO e seus bombardeios, a Líbia, o Egito, a Siria, o Iraque, a Jugoslávia, a Ucrânia, e vários povos do norte da África, para além de realizarem os programas terroristas dos Estados Unidos que semeiam discórdias internas em paises alheios, em todo o Oriente médio e norte europeu, em todo o mundo. A verdadeira Paz, que só existirá com a independência dos povos a caminho do próprio desenvolvimento, desapareceu até mesmo dos sonhos dos modernos governantes.

Os discursos são desonestos ao fazerem uso de termos esvaziados dos seus verdadeiros conteúdos éticos: democracia, solidariedade, estado social, respeito humano, direitos sociais, paz, soberania, independência, justiça social. Quem comemorou a queda da URSS provocada pela guerra fria que abriu caminho para as ações internacionais mais inexcrupulosas - corrupção, crimes acobertados oficialmente, banditismo generalizado, informações falsas, violações de compromissos oficiais, promoção de anti-cultura nos órgãos de comunicação social, etc - não é capaz de aceitar o direito da humanidade de optar por outro sistema sócio econômico. Impõe os seus interesses mesquinhos de elite privilegiada fazendo uso da mesma falta de excrupulos para iludir os seus seguidores. Instituiram a negação dos princípios éticos liminarmente.

INSUFICIÊNCIAS


Mariana Mortágua – Jornal de Notícias, opinião

Queriam que ficássemos mais pobres, e o país empobreceu. Queriam-nos mais flexíveis, mais baratos, e o país criou o seu batalhão de precários quinhentos-euristas. Queriam-nos mais dóceis, e o país aguentou. Aguentou a troika e o Governo Passos/Portas. Aguentou o ataque aos salários, os impostos e a humilhação. Porque em terra de cristãos a culpa não morre solteira, a preguiça é um pecado e os povos honrados pagam sempre as suas dívidas. Ou assim nos foi dito.

Tudo o que Portugal recebeu desta Europa na última década foi autoritarismo e austeridade. Uma terapia de choque sem qualquer fundamento económico ou racional. Puro radicalismo ideológico misturado com uma boa dose de preconceito. Afinal, as declarações de Dijsselbloem não são mais do que uma interpretação rasca do discurso oficial da irresponsabilidade dos países do Sul.

Se excluirmos os juros, Portugal tem hoje o saldo orçamental mais elevado da Europa. Demasiado foi sacrificado para obter esse resultado, mas dizem-nos que não chega. O Banco Central Europeu quer agora sancionar o país pelos desequilíbrios macroeconómicos. É claro que não importa para esta história que, segundo as regras, o BCE não possa interferir com o poder político. E também não interessa que, segundo o mesmo procedimento que o BCE invoca, a Alemanha deveria ser multada. Sim, porque é tão desequilibrado o défice comercial em excesso como é o excedente predatório. Não interessa nada. A Alemanha é Alemanha, a França é a França, e em Portugal não chega.

Não chega para o BCE nem para a Comissão Europeia, que veio ontem recomendar mais cortes, mais permanentes. E também no sistema financeiro não chega. Não basta vender uma parte do Novo Banco, querem garantir que o Estado não manda, mesmo quando paga. Não chega, nem nunca vai chegar.

Pois vai sendo tempo de dizer que uma Europa onde só cabe quem obedece é uma Europa onde a democracia não chega, nem nunca vai chegar. E esse, sim, é o défice mais insuportável de todos.

* Deputada do BE

CIA: MATÉRIAS ESCURÍSSIMAS


WikiLeaks

Hoje, 23 de Março de 2017, a WikiLeaks divulga a Caixa Forte 7 "Matéria escura" (Vault 7 "Dark Matter"), a qual contem documentação de vários projectos da CIA que infectam o firmware [1] do Apple Mac (o que significa que a infecção persiste mesmo que o sistema operacional seja reinstalado) desenvolvido pelo Embedded Development Branch (EDB) da CIA. Estes documentos explicam as técnicas utilizadas pela CIA para ganhar "persistência" no dispositivos Apple Mac, incluindo Macs e iPhones e demonstram a sua utilização de EFI/UEFI [2, 3] e malware [4] firmware.

Estes documentos revelam, entre outros, o projecto "Chave de parafusos sónica" ("Sonic Screwdriver) o qual, como explica a CIA, é um "mecanismo para executar código sobre dispositivos periféricos enquanto o computador portátil ou de mesa da Mac está a arrancar" o que permite a um atacante lançar seu software de ataque, através por exemplo de um stick USB "mesmo quando uma password na firmware está activada". O contagiador (infector) "Sonic Screwdriver" da CIA é armazenado no firmware modificado de um adaptador Apple Thunderbolt-to-Ethernet.

"Céus e mares escuros" ("DarkSeaSkies") é "um implante que persiste no EFI de um comptador Apple MacBook Air" e consiste de "DarkMatter", "SeaPea" e "NightSkies", respectivamente EFI, espaço kernel e implantes no espaço do utilizador.

APRENDER COM A HISTÓRIA!



1 - Angola e Moçambique constituem uma verdadeira encruzilhada na história contemporânea de África, se tivermos em conta a progressão do Movimento de Libertação no continente e o conjunto das alianças progressistas que isso envolveu durante praticamente toda a segunda metade do século XX e na sequência da vitória aliada na IIª Guerra Mundial.

Depois da Conferência de Berlim nos finais do século XIX, em que África foi dividida entre as potências coloniais ávidas de matérias-primas em função do desenvolvimento das forças produtivas inerentes à Revolução Industrial (que havia despontado alterando profundamente o panorama global), um desequilíbrio humano abrupto instalou-se num continente que se havia até então fechado em relação ao exterior, por que as potências coloniais finalmente tinham meios para se internar em toda a profundidade.

Os africanos que resistiram a essa devassa estavam longe de conseguir êxito nos seus propósitos e os europeus colonizadores, à medida que as máquinas substituíram o braço humano, chegaram ao miolo fértil do continente, à região matriz da água continental, situada nos Grandes Lagos e envolvendo as nascentes e bacias dos grandes rios: o Nilo, o Congo e o Zambeze.

Era o tempo duma Grã-Bretanha colonial, tornada ela própria império sob o génio elitista de Cecil John Rhodes, que começou por eliminar os obstáculos na África do Sul, onde os boers impediam a gestação da União Sul Africana e a progressão “do Cabo ao Cairo”!

África do Sul. MORREU O ATIVISTA ANTI-APARTHEID AHMED KATHRADA


O militante do ANC esteve preso por 26 anos, dos quais 18 anos em Robben Island, ao lado de Mandela, de quem foi conselheiro político.

Morreu em Joanesburgo, aos 87 anos, o activista anti-apartheid Ahmed Kathrada, um dos oito militantes do Congresso Nacional Africano (ANC, em inglês) condenados à prisão perpétua em 1964, junto com Nelson Mandela.

Kathrada, que morreu num hospital de Joanesburgo após uma cirurgia cerebral, era um dos amigos mais próximos de Mandela, e dos 26 anos que passou na cadeia, esteve 18 ao lado de Mandela na prisão de Robben Island, na Cidade do Cabo.

O activista foi libertado em 1989, durante o colapso do apartheid. Após a vitória de Nelson Mandela nas eleições de 1994, foi convidado a participar no governo como conselheiro político.

Reformou-se em 1999, mas continuou activo na política, e recentemente tornou-se num crítico ferrenho do presidente Jacob Zuma, de quem chegou a pedir a renúncia devido a acusações de corrupção.

Rede Angola - Foto: Nelson Mandela e Ahmed Kathrada, em foto de 1999 [Mike Hutchings/Reuters]

Autoridades timorenses sabiam de transferência suspeita que envolve casal português - MP


Díli, 28 mar (Lusa) - O Ministério das Finanças timorense teve conhecimento da transferência bancária que está no centro do processo contra um casal português julgado em Timor-Leste, segundo documentação judicial a que hoje a Lusa teve acesso.

Tiago e Fong Fong Guerra estão a ser julgados no Tribunal Distrital de Díli desde janeiro, acusados dos crimes de peculato, branqueamento de capitais e falsificação documental e um dos motivos é uma transferência de 859.706,30 dólares (792 mil euros), feita em 2011 para a conta da empresa da arguida por um consultor norte-americano, entretanto condenado nos Estados Unidos por fraude a Timor-Leste.

O consultor, Bobby Boye - que está atualmente preso nos Estados Unidos por defraudar Timor-Leste em 3,5 milhões de dólares (3,2 milhões de euros) - esteve a apoiar o Governo timorense a recuperar impostos devidos ao país.

Documentos incluídos pelo Ministério Público no processo, a que a Lusa teve hoje acesso, mostram que Bobby Boye informou a diretora-geral dos Impostos, Mónica Rangel, e o diretor-geral de Receitas, Câncio Oliveira, das instruções da transferência.

Mensagens de correio eletrónico com essa informação foram referidas na sessão de hoje do julgamento em que se previa a realização de alegações finais mas onde acabaram por ser apresentados outros dados e ouvidos uma nova testemunha.

Comprador de capital da Oi na Timor Telecom exige reposição da situação da empresa


Díli, 28 mar (Lusa) - O empresário timorense interessado no capital da Oi na Timor Telecom disse hoje que exigiu a reposição da situação da empresa, incluindo a nível de recursos humanos, que existia quando foi feita a oferta já autorizada pela justiça brasileira.

Abílio Araújo, responsável do grupo Investel, considera que a mais recente reestruturação levada a cabo na Timor Telecom, incluindo a redução de quadros diretivos, levou a que a TT "tenha perdido posição no mercado" em Timor-Leste.

"O quadro presente não corresponde à situação da empresa aquando da avaliação da Timor Telecom, em outubro do ano passado, no processo da submissão das várias propostas de aquisição das participações da OI", explicou à Lusa.

"Por isso solicitei à Oi a reposição do quadro anterior existente", referiu.

Depois de vários meses de espera um juiz do tribunal da 7.ª Vara Empresarial da Comarca da Capital do Estado do Rio de Janeiro autorizou no dia 11 de março o pedido feito pela Oi para vender a sua participação na Timor Telecom.

Apesar da autorização o juiz determinou que deve ser feita uma nova avaliação para assegurar que o valor oferecido pelo ativo está correto, tendo nomeado a Rio Branco Consultores para conduzir esse processo.

A Oi quer vender a sua participação na TT ao grupo Investel Communications Limited, liderado por Abílio Araújo, por 62 milhões de dólares (58,3 milhões de euros).

Presidente da Indonésia aberto a moratória sobre a pena de morte -- AFP


Jacarta, 28 mar (Lusa) -- O Presidente da Indonésia, Joko Widodo, disse em entrevista à AFP que está aberto a uma moratória sobre a pena de morte se a população for favorável, sem, todavia, revelar as suas intenções.

A entrevista da AFP foi realizada antes da visita do Presidente francês, François Hollande, ao país asiático.

Dezoito condenados à morte por tráfico de droga, na maioria cidadãos estrangeiros, foram executados na Indonésia desde a chegada ao poder de Joko Widodo, no fim de 2014, e dezenas de outros estão no corredor da morte.

Questionado na segunda-feira pela AFP sobre a possibilidade de reintroduzir uma moratória adotada pelo anterior Presidente, Widodo manifestou-se favorável a essa hipótese - algo que é geralmente o primeiro passo para a abolição da pena capital -, sob a condição de ter o apoio da população.

"Porque não? Mas é preciso que consulte a população. Se ela disser que sim, começarei a preparar [os passos necessários], mas se o meu povo disser que não, isso vai ser difícil para mim", disse Joko Widodo, sem revelar as suas intenções.

Moçambique: MINISTRO DOS TRANSPORTES DIZ QUE NÃO TEM NADA A ESCONDER


Alegado caso de violação da Lei de Probidade Pública pelo ministro moçambicano dos Transportes e Comunicações, Carlos Mesquita, está a alimentar uma grande polémica no país. Mesquita diz que "não tem nada a esconder".

O caso está relacionado com o facto do ministro dos Transportes e Comunicações, Carlos Mesquita, ter assinado, na qualidade de titular da pasta, memorandos que concedem facilidades às suas próprias empresas, a Cornelder de Moçambique e Cornelder Quelimane.

Os referidos memorandos prevêm uma redução nas tarifas portuárias e na prestação de serviços de cabotagem, que variam entre 40 e 60%.

Ao deliberar esta semana sobre o caso, a Comissão Central de Ética Pública confirmou a existência de conflito de interesses e remeteu o processo ao Gabinete Central de Corrupção.

CHUVAS CONTINUAM A PROVOCAR LUTO EM MOÇAMBIQUE


Maputo, 28 Mar (AIM) Pelo menos três pessoas morreram e outras cerca de 800 ficaram afectadas na sequência de chuvas fortes que tem vindo a cair desde semana passada em algumas regiões de Moçambique.

Falando hoje, em Maputo, no fim de mais uma sessão do Conselho de Ministros, o Porta-voz do Governo, Mouzinho Saíde, disse que o desabamento de uma casa no distrito de Morrumbala, província central da Zambézia, ceifou a vida das três pessoas, membros da mesma família.

Quanto aos afectados, Saíde indicou que residiam nos distritos de Alto Molocué e Gurué, na mesma província, e Marracuene, em Maputo, sul.
No dia 26 de Março, devido ao impacto de chuvas fortes no distrito de Alto Mólocuè e Gorué verificou-se, ainda, a interrupção de algumas vias de acesso por erosão de solos, disse o Porta-voz.

Acrescentou que 175 casas foram destruídas em Marracuene, sexta-feira última. Na mesma região, três salas de aulas, uma unidade sanitária e sete estabelecimentos comerciais tiveram a mesma sorte.
 Registou-se ainda a queda de dois postes.

Angola. UM PROBLEMA DE TODOS NÓS


A pobreza que ainda afecta uma larga maioria de angolanos deve ser uma preocupação generalizada de toda a sociedade porque, bem vistas as coisas, se trata de um problema de todos nós.

Jornal de Angola, editorial

Contrariamente à ideia segundo a qual a pobreza é problema de alguns ou mesmo da grande maioria, enquanto uns alegadamente se sentem livres do fenómeno, a pobreza é um problema de todos. Somos todos, directa ou indirectamente afectados pela ausência de meios e recursos por parte de determinado segmento da população para viver com alguma dignidade. É elementar saber que sem recursos, sem poder de compra de bens de consumo básicos e de luxo, dificilmente se pode resolver esse desiderato. A pobreza, além de inviabilizar a mobilidade social e atrasar o país em todas as dimensões, impede inclusive o enriquecimento das famílias, empresas e pessoas com alguma posse de fazer negócios. Desincentiva quem tenha meios para investir, porque, encontrando-se os rendimentos e o consumo afectados, dificilmente o engenho e o empreendedorismo prosperam em ambientes em que predomina a pobreza.

Angola. NGUEMA ELOGIA O OBREIRO DA PAZ


Os Presidentes de Angola e da Guiné Equatorial manifestaram ontem em Luanda a sua preocupação com a persistência de conflitos em alguns países da África Central e da região dos Grandes Lagos e reiteraram o seu engajamento em contribuírem para a resolução dos mesmos.

Durante um encontro em privado, no Palácio Presidencial da Cidade Alta, José Eduardo dos Santos e Teodoro Obiang Nguema reiteraram a resolução pacífica das crises através do diálogo e negociação, permitindo deste modo que sejam preservados os direitos fundamentais dos cidadãos.

Os dois Presidentes analisaram igualmente a crescente ameaça do terrorismo em África. Neste sentido, manifestaram a sua solidariedade a todas as vítimas e reafirmaram o apoio dos seus países aos esforços da comunidade internacional na luta contra o terrorismo.

Os Presidentes acordaram que os dois países devem continuar a fazer concertação aos níveis adequados, visando combater e prevenir a imigração ilegal, o narcotráfico, o tráfico de seres humanos e outros tipos de crimes transnacionais.

domingo, 26 de março de 2017

NADA TENHO CONTRA ELE. ELE TEM TUDO CONTRA MIM


O político de pacotilha é fértil em imaginação, principalmente se bajuladora a favor de um bajulado, obtusamente maldoso, ao ponto de considerar ser alguém capaz, de no seu juízo perfeito, de atentar contra a própria vida. “Estes dois acidentes você forjou para prejudicar o camarada Presidente e o Governo do MPLA, junto do teu governo americano. Você como agente da CIA tens muita capacidade e treinamento para fazer isso”, disse um acólito bajulador do reino da Segurança de Estado de sua majestade.

William Tonet* - Folha 8

Na realidade não sabia ser detentor de uma capacidade fora do normal, para simular acidentes de viação, todos correndo o risco de perder a própria vida, quando não tenho duplos, como nos filmes… ou até mesmo na vida…

O do dia 07 de Março, na estrada nacional Luanda/Benguela, no marco Kikombo/Canjala, pela violência do abalroamento do atrelado, conduzido por um camionista chinês ao serviço e com guarda, na cabine, da Casa de Segurança da Presidência da República, não gostaria de o recordar, tão pouco textualizar, mas já que forçado, não vou acobardar-me como tem sido a prática das acções do Palácio Presidencial.

O camionista ao serviço do general Kopelipa invadiu a faixa contrária, em direcção ao nosso Jeep, roçando-o na lateral, levando-o a sair da estrada, num acto premeditado e doloso de tentativa de homicídio.

Angola. WILLIAM TONET, O HEROI VIVO NUMA ANGOLA DOS QUE A FAZEM PROSTITUTA


Fernando Vumby, opinião

Este texto serve também como um apelo meu á todos os angolanos de bem que são pelo fim da injustiça social, política e que lutam por um país (Angola).

Sem governantes criminosos e esquemáticos do pior que existe no continente africano alimentados e estimulados por uma presidência da republica nojenta e agoniante para que se solidarizem em torno das causas defendidas por W.T e outros tantos jovens nossos verdadeiros heróis nacionais vivos.

"WILLIAM TONET" O ALVO (NR. 71) DA CASA MILITAR?

William Tonet tal qual todos vocês angolanos com nomes e idades, que têm suportado ao longo dos mais de 40 anos os horrores de um regime repressivo, manipulador, corrupto e assassino são para mim os meus verdadeiros e grandes heróis nacionais.

Mas por aquilo que tem passado desde que forjou uma amizade revolucionária rara com todos os angolanos sofredores, sem vozes, sem luz e sem liberdade, W.T. acabou por se tornar para mim, num homem especial, entre outros tantos que não vale pena mencionar seus nomes pois eles sabem quem são, cuja suas contribuições em prol de Angola e dos angolanos ficará para sempre na historia de Angola assim como ate mesmo da humanidade.

Impressiona-me pela positiva a visão profundamente anti - injustiça social, corrupção e política defendida por W.T. que lhe fez ganhar grande simpatia, admiração e respeito de uma grande parcela da sociedade angolana e fez dele num dos políticos mais populares que enfrenta sempre de peito aberto um regime que raramente não reserva a morte certa a quem os enfrenta com essa coragem e valentia ímpar.

COMO A CGD CONTINUA A SER ARRUINADA


A central sindical amarela, conhecida como UGT, recebeu um financiamento de 1,5 milhão de euros da CGD, a ser pago em 25 anos mediante módicas prestações mensais de 7.500 euros . O referido financiamento destina-se a reembolsar dívidas antigas da UGT para com a UE, decorrente das trafulhices cometidas pela mesma com dinheiros do Fundo Social Europeu. 

Sabe-se que este banco público atravessa dificuldades devido aos empréstimos ruinosos que efectuou no passado, com incumprimento de credores. 

Assim, cabe perguntar:   Que garantias tem a CGD de bom pagamento por parte da UGT?   Terá a UGT dado garantias reais?   Como é possível que as tenha dado se até foi despejada da sua sede por falta de pagamento ao senhorio?   Por que a nova administração da CGD resolveu fazer este frete à UGT?   Não será lícito suspeitar que o governo PS a persuadiu a acudir à UGT?   Como é possível agravar ainda mais a saúde financeira do único banco público que ainda resta em Portugal?   Tais questões deveriam ser respondidas.

Resistir.info

SESSENTA ANOS DEPOIS – A RESERVA DE SOBERANIA E O FUTURO DE PORTUGAL


João Ferreira do Amaral [*]

A União Europeia não é um mero prosseguimento da CEE sob outro nome. A União é algo de novo e o seu estabelecimento, em 1992, com a ratificação do tratado de Maastricht, representou um corte em relação ao que tinha sido até aí a evolução da integração europeia ocidental pós-II Guerra Mundial.

1. O modelo federal-neoliberal europeu 

Comemora-se este mês o 60.º aniversário do Tratado de Roma. Ou, como muitos acrescentam, os 60 anos da União Europeia, anteriormente designada como Comunidade Económica Europeia (CEE).

Nada mais errado que este acrescento. De facto, a União Europeia não é um mero prosseguimento da CEE sob outro nome. A União é algo de novo, e o seu estabelecimento, em 1992, com a ratificação do tratado de Maastricht, representou um corte em relação ao que tinha sido até aí a evolução da integração europeia ocidental pós-II Guerra Mundial. Por isso, mais do que a comemoração dos 60 anos da CEE, o que deveríamos estar a assinalar (não a comemorar) são os 25 anos do Tratado de Maastricht.

Foi a partir deste tratado que a União entrou numa via federalista induzida pelo objectivo do alargamento do mercado tanto no que respeita ao mercado interno europeu como no que decorre do avanço da globalização económica e financeira que, surgida ainda nos anos oitenta se acelerou fortemente nos anos noventa do século passado.

É POSSÍVEL JUSTIÇA SALARIAL


Manuel Carvalho da Silva* – Jornal de Notícias, opinião

Está confirmado, em Portugal e na generalidade dos países da União Europeia (UE), que as respostas à "crise financeira" de 2007/2008, em particular as políticas de austeridade e o reforço da financeirização da economia, agravaram as desigualdades sobretudo dentro de cada país. O aprofundamento das desigualdades salariais fomentou esse agravamento e constatou-se - através de estudos feitos em Portugal, em Espanha e noutros países - que o enfraquecimento da negociação coletiva contribuiu muito para a desigualdade salarial.

A evidência de que os gestores de topo usufruem de chorudas retribuições e tiveram significativos aumentos durante o período em que a generalidade dos trabalhadores viu os seus salários serem reduzidos, tem levado ao surgimento de iniciativas políticas que denunciam este escândalo e procuram travar estas injustiças.

É neste contexto que surgem em preparação, na Assembleia da República (AR), propostas do PS e do BE com vista à discussão de uma limitação do leque salarial nas empresas e serviços. Trata-se de iniciativas positivas. Mas só atingirão êxito se propiciarem uma abordagem que vá muito para além do objetivo de estabelecer um limite razoável na relação entre os que auferem mais e os que têm salários mais baixos. São três as razões fundamentais para a debilidade de um debate centrado apenas nesse objetivo: primeira, existem hoje múltiplas formas de contornar a aplicação de uma norma desse tipo nas empresas e serviços (privados e públicos), através de subcontratações e da "externalização de serviços"; segunda, os leques salariais pornográficos hoje existentes alimentam-se de (e alimentam) conceções e práticas sobre a organização da economia e da sociedade, que subjugam a maioria dos cidadãos no trabalho e fora dele, naturalizando as desigualdades salariais e outras; terceiro, só com o crescimento médio e mediano dos salários se poderá atingir uma política salarial globalmente mais justa.

PORTUGAL DO PIOR: SEIS PESSOAS ASSASSINADAS. BANQUEIROS SEMPRE A ROUBAR



Mário Motta, Lisboa

A senda assassina reporta-se a sexta-feira (24) com quatro pessoas mortas à facada, havendo a acrescentar um aborto de grávida assassinada. Foi então que muitos perguntaram ao mais recôndito de seu âmago, às suas consciências, o que leva um ser humano a assassinar naquelas circunstâncias por motivos que em nada justificam a ação criminosa.

Tanto quanto parece o dia de sexta-feira acabou sem mais notícias de assassinatos em Portugal ou envolvendo portugueses. No dia anterior havia sido baleado um jovem numa discoteca de Lisboa, a Luanda, em Alcântara. O costume naquela discoteca ou nas suas imediações.

Ontem, sábado, logo pela manhã, ficámos a saber que um jovem assassinou a sua mãe a tiro. Portugueses no Luxemburgo. O que é preciso para se ser capaz de matar a própria mãe? O que move aqueles que assim agem? O que lhes vai na cabeça?

Mas no dia de sábado (25) a senda dos assassinatos não acabou com portugueses no Luxemburgo. Pela tarde chegava a notícia de um homem em Esmoriz, Barcelos, que matou à facada a sua própria companheira.

Nada justifica cabalmente estas mortes. São crimes puros e duros que devem ser punidos com o máximo das armas judiciais que a lei permite. Só a autodefesa justifica que se mate ser humano ou animal que nos ataque. Assim, nos moldes das ocorrências em relato, a loucura poderia ser um justificativo, mas isso, nos casos expostos, só pode ser assacado à ira ou à premeditação, aos instintos assassinos dos que foram protagonistas desses crimes. Quanto à ira sabemos que é um dos apêndices que possuímos mas que devemos saber controlar e dominar, o mais possível e nunca ao ponto de tirar a vida a quem quer que seja. Há a dizer que os crimes deste inicio de primavera foram hediondos, repugnantes. Tudo aconteceu por dá cá aquela palha. Por coisas de nada.

Ciclicamente acontece em Portugal e com portugueses estas ondas de assassinatos. O que leva a tal só os especialistas no comportamento humano estão habilitados a explicar. Porquê, em dois dias, esta onda de crimes? Terá que ver com o início da primavera? Existe quem acredite nisso. Ou no pico do verão, com o calor e o álcool a mais. Mas, então, nessas circunstâncias tem que ver com o álcool ou droga e pode acontecer em qualquer momento, em qualquer estação do ano.

Portugal e portugueses do pior, é o que foi.

Aos interessados, para melhor se documentarem e esclarecerem, fornecemos os títulos das notícias com as respetivas ligações. Basta clicar para acederem aos originais.

Punição adequada aos criminosos. Paz e solidariedade pelas vítimas e seus familiares. (PG)


Um homem é suspeito de ter esfaqueado hoje mortalmente a mulher em Esmoriz, concelho de Ovar, num contexto de violência doméstica, disse à agência Lusa fonte da Guarda Nacional Republicana (GNR).


Uma mulher de nacionalidade portuguesa terá sido, alegadamente, morta a tiro pelo próprio filho o Luxemburgo.


O suspeito já foi detido, indica a GNR. Uma das mulheres mortas estava grávida.

PARA ASSALTAR PESSOAS E BANCOS IMPUNEMENTE CONVÉM SER BANQUEIRO

O que dá o título a esta parte da prosa é já dito popular, tal é a respeitabilidade e a idoneidade que os portugueses reservam aos banqueiros, gestores e afins.

No dia de hoje, escarafunchando o Notícias ao Minuto ou qualquer outro jornal de Portugal, encontramos a chamada de atenção da defesa dos consumidores, a DECO, sobre a cobrança da banca “aos clientes de comissões indevidas”. 

Estes alertas são useiros e vezeiros, os banqueiros roubam mas a impunidade é o seu prémio. Se necessário argumentam isto e aquilo para justificarem os roubos que praticam e ainda se dizem ofendidos por lhes chamarem ladrões, que é o que são. Podem não ser todos, mas é certo que são demasiados. E porque nunca se apura e responsabiliza ao milímetro quem é quem, quem são os ladrões e os honestos, porque não são punidos os que devem ser exemplarmente punidos, porque o legislador via lobie armadilha as leis com os chamados “alçapões de fuga” nada lhes acontece apesar dos roubos a que nem sequer lhes chamam abusos sistemáticos que dessem para irradiar tais Al Capones das “artes” bancárias.

É assim. É a vida. Os políticos, os legisladores, as maiorias eleitas que não protegem os interesses dos cidadãos em imensos aspetos, promovem-se e progridem nas suas vidas a dar as mãos e a servirem os senhores mafiosos… mas banqueiros - com e sem o epíteto de DDTs, de donos disto tudo

A podridão anda a carcomer a democracia, a justiça, as liberdades fundamentais dos cidadãos, a decência. Cada dia que passa apercebemo-nos ainda mais dessa realidade.

Resta fazer aqui constar o título e um parágrafo da peça, assim como a ligação:


A Deco acusa a banca de cobrar comissões aos clientes sem prestar qualquer serviço, como por processamento de prestação de crédito ou manutenção de conta, e de querer compensar as perdas da intermediação financeira com a atividade de comissionamento.

NEOLIBERALISMO, ORDEM CONTESTADA




Sistema sofre pressão inédita – da esquerda e da direita – mas resiste, apoiando-se no medo. Por que o populismo retrógrado ainda é mais forte. Como mudar o jogo

Perry Anderson, no Le Monde Diplomatique – em Outras Palavras - Tradução: Antonio Martins

O termo “movimentos anti-sistêmicos” era comumente usado, há 25 anos1, para caracterizar forças de esquerda, em revolta contra o capitalismo. Hoje, ele não perdeu relevãncia no Ocidente, mas seu sentido mudou. Os movimentos de revolta que se multiplicaram na última década não se rebelam mais contra o capitalismo, mas contra o neoliberalismo – os fluxos financeiros desregulados, os serviços privatizados e a desigualdade social crescente, uma variante específica do domínio do capital adotada na Europa e América desde aos anos 1980. A ordem econômica e política resultante foi aceita indistintamente por governos de centro-direita e centro-esqueda, de acordo com o princípio central do pensamento único e do dito de Margareth Thatcher, segundo o qual “não há aloternativa”. Dois tipos de movimento agora mobilizam-se contra este sistema; e a ordem estabelecida estigmatiza-os – sejam de direita ou de esquerda – como a “ameaça populista”.

Não por acaso, ests movimentos emergiram antes na Europa que nos Estados Unidos. Sessenta anos após o Tratado de Roma, a razão é clara. O mercado comum europeu de 1957, um desdobramento da comunidade de carvão e aço do Plano Schuman – concebido tanto para prevenir o retrocesso a um século de hostilidades franco-alemãs quanto para consolidar o crescimento econômico pós-guerra na Europa Ocidental – foi produto de um período de pleno emprego e aumento dos rendimentos populares, a consolidação da democracia representativa e dos sistemas de Bem-estar Social. Seus arranjos comerciais pesavam muito pouco na soberania dos Estados-Nações que o compunham – e à época, foram fortalecidos, não enfraquecidos. Os orçamentos e as taxas de câmbio eram determinadas internamente, por parlamentos que prestavam contas a seu eleitorado nacional, e nos quais políticas contrastantes eram debatidas com vigor. Tentativas da Comissão de Bruxelas para tornar-se mais poderosa foram notoriamente rechaçadas em Paris. Não apenas a França de Charles de Gaulle mas também a Alemanha Ocidental de Konrad Adenauer, ainda que de forma mais discreta, perseguia políticas externas independente dos Estados Unidos e capazes de desafiá-los.

MARROCOS: POLÍCIA CERCA FAMÍLIAS, JORNALISTAS E OBSERVADORES




Familiares dos Presos Políticos Saharauis do grupo de Gdeim Izik, jornalistas e observadores internacionais cercados pela polícia marroquina.

Isabel Lourenço – Jornal Tornado

Nota PG: O despacho da reportagem de Isabel Lourenço foi publicado em 26 de Março no Jornal Tornado. No original pode encontrar dois vídeos, um dos quais é o que vê aqui publicado. A repressão continua em Marrocos e carece de mais e maior acompanhamento da imprensa mundial.

sábado, 25 de março de 2017

MAOMÉ VI: Senhor absoluto do regime da carnificina e do terror infligido ao povo sahauri




REPÚBLICA ÁRABE SAHARAUI A INDEPENDÊNCIA QUE TARDA MAS QUE É CERTA

Existe um país indevidamente ocupado no norte de África que passa desconhecido ou passou para o esquecimento das nações, incluindo a ONU. RASD - República Árabe Saharaui Democrática. Recorremos à Wikipédia para melhor fazer aqui constar o que muitos ignoram ou esqueceram. É que aquele povo, os saharauis, continua na sua luta de há décadas pela almejada liberdade. A luta é contra o reino de Marrocos. A luta é contra os torcionários ao serviço de (Mohammed) Maomé VI.

Recapitulemos, na Wikipédia:

“O Sahara Ocidental é um território na África Setentrional, limitado a norte por Marrocos, a leste pela Argélia, a leste e sul pela Mauritânia e a oeste pelo Oceano Atlântico, por onde faz fronteira marítima com a região autónoma espanhola das Canárias. A sua capital é El Aaiún. O Saara Ocidental está na lista das Nações Unidas de territórios não-autônomos desde a década de 1960. O controle do território é disputado pelo Reino de Marrocos e pelo movimento independentista Frente Polisário.

Em 27 de fevereiro de 1976, este movimento proclamou a República Árabe Saaráui Democrática (RASD, em árabeالجمهورية العربية الصحراوية الديمقراطيةtransl.: Al-Jumhūrīyyah Al-`Arabīyyah A-arāwīyyah Ad-Dīmuqrāīyyah), um governo no exílio. A RASD é reconhecida internacionalmente por 50 estados e mantém embaixadas em 16 deles, sendo membro da União Africana desde 1984, carecendo no entanto de representação na ONU. O primeiro estado que reconheceu a RASD foi Madagáscar em 28 de Fevereiro de 1976.”

A história e a responsabilidade do abandono da Espanha colonialista:

“Quando, em 1975, a Espanha abandonou a sua antiga colônia, deixou para trás um país sem quaisquer infra-estruturas, com uma população completamente analfabeta e desprovida de tudo. O vazio criado pela Espanha foi aproveitado pela Mauritânia (que assenhora-se de 1/3 do território) e por Marrocos (que fica com o restante) que, invocando direitos históricos, invadiram o território.

governo no exílio do Saara Ocidental tem o nome de República Árabe Saaraui Democrática (RASD). Foi proclamado pela Frente Polisário em 27 de fevereiro de 1976. O primeiro governo da RASD formou-se em 4 de março desse ano.

Os saaráuis haviam fundado a Frente Polisário, que iria expulsar do sul o pequeno exército da Mauritânia, forçando o país a abdicar seus direitos sobre o território em 1979. Frente a frente ficariam, nas areias do deserto, os guerrilheiros da Frente Polisário e as forças marroquinas de Hassan II. O exército marroquino retirou-se para uma zona restrita do deserto, mais próxima da sua fronteira e constituindo o chamado "triângulo de segurança", que compreende as duas únicas cidades costeiras e a zona dos fosfatos. Aí a engenharia militar construiu um imenso muro de concreto armado, por trás do qual os soldados marroquinos vivem entrincheirados, protegendo a extração do minério.

Desde então, a guerra, vista do lado da Frente Polisário, resume-se a uma série de ataques esporádicos à zona dos fosfatos tentando interromper o seu escoamento.

Em 1987, uma missão da ONU visitou a região para averiguar a possibilidade da realização de um referendo sobre o futuro do território. Uma iniciativa difícil, dado que grande parte da população é nómada. Marrocos e a Frente Polisário selam um cessar-fogo em 1988. Um plebiscito é marcado para 1992, mas não acontece porque não há acordo sobre quem tem direito a votar: Marrocos quer que seja toda a população residente no Saara Ocidental, mas a Frente Polisário só aceita que sejam os habitantes contados no censo de 1974. [5] Isso impediria o voto dos marroquinos emigrados para a região em disputa depois de 1974. Até 1993, foi impossível realizar o referendo. Em 2001, a África do Sul torna-se o sexagésimo país a reconhecer a independência do Saara Ocidental. Marrocos protesta.” – excerto da Wikipédia

Por algumas vezes o Página Global publicou e abordou a temática do povo da RASD, uma delas fomos repescar pelo propósito de relembrar a sistemática violação dos Direitos Humanos por parte do reino de Marrocos. Assim acontecia com o então rei Hassan II, como atualmente acontece com Maomé VI, seu filho e rei déspota de Marrocos, que mantém a ocupação do país dos saharauis, os assassina, tortura e persegue, perante uma comunidade internacional praticamente indiferente, à excepção de alguns países e povos.

Em Maio de 2015 o Página Global reproduziu um pequeno texto retirado de Pravda.ru, que pode ler e relembrar ou tomar conhecimento das violações praticadas por Marrocos contra os saharauis:

ATIVISTAS SAHARAUIS SEQUESTRADOS, TORTURADOS E AMEAÇADOS

A cidade de El Aaiun está sob um cerco policial reforçado que patrulha as principais ruas e bairros impedindo qualquer tentativa de manifestação. No passado dia 20 de Maio às 15h00, o jovem activista Lemjeyid Lili de 20 anos, foi sequestrado e vendado por policias à paisana.

El Aaiun sob apertado cerco policial El Aaiun 21 de Maio - porunsaharalibre.org A cidade de El Aaiun está sob um cerco policial reforçado que patrulha as principais ruas e bairros impedindo qualquer tentativa de manifestação. No passado dia 20 de Maio às 15h00, o jovem activista Lemjeyid Lili de 20 anos, foi sequestrado e vendado por policias à paisana, e levado num Toyota Prado para o exterior da cidade perto do rio, onde foi brutalmente espancado.

Em seguida a policia levou-o para a Comissária Central de El Aaiun onde continuou a ser espancado e interrogado. Segundo testemunho de Lili e outras testemunhas oculares os policias que o sequestraram são do grupo "Saaid", um grupo de policias à paisana conhecido pelos seus métodos brutais. Às 20h30 do mesmo dia foi posto em liberdade. Sidi Ahmed Alwat, presidente da Associação de Deficientes foi impedido pela policia de sair de sua casa, onde se encontrava com um grupo de amigos. A casa estava cercada impedindo a saída do conhecido activista, impedindo a sua participação em qualquer manifestação. - Pravda.ru

Ver: VISITA POR UN SAHARA LIBRE

Para os que desconhecem é importante fazer constar que o reino de Marrocos continua na sanha das perseguições, assassinatos e torturas dos cidadãos da RASD. Isso mesmo lhe trazemos aqui por compilação de peça do Jornal Tornado (ontem), que se segue:

Uma noite de horror em El Aaiun

Laayoune (El Aaiun), capital do Sahara Ocidental ocupado, atacado de forma selvagem pelas forças de ocupação marroquinas. Torturas no meio das ruas, invasão de casas e sequestros, milhares de saharauis em protesto nas ruas.

Jovens saharauis  desempregados de El Aaiun, capital dos territórios ocupados do Sahara Ocidental, encerram-se ontem ao final do dia num autocarro da empresa Fos Bucraa numa acção de protesto.

Fos Bucraa é a empresa de fosfatos que é uma das razões para a ocupação marroquina deste território desde 1975, uma das zonas mais ricas neste mineral do mundo.

Passado pouco tempo as autoridades marroquinas retiram os manifestantes à força do autocarro provocando mais de 50 feridos graves.

Esta acção desencadeou uma onda de protesto da população saharaui, que saiu em peso para a rua.

Toda a noite o contingente policial, militar, para-militar, auxiliar e os serviços de inteligência do mahjzen (estado marroquino) aterrorizaram os habitantes saharauis numa verdadeira “caçada” casa a casa.

Neste riquíssimo território com pescas, minérios, água, petróleo, vento, sol e areia o racio de autoridadades por habitante saharaui é de 15/1.

Os activistas de direitos humanos denunciam o sequestro e detenção arbitrária de centenas de pessoas.

Isabel Lourenço – Jornal Tornado

O REI CRIMINOSO: MAOMÉ VI

A legalidade democrática que Maomé VI teme com um referendo no país por si ocupado, que é pertença dos sahauris, tem para ele e para o seu regime autocrático uma só solução: “banhos de sangue, sequestros, assassinatos e prisões”. Tudo isso em nome do rei.

Perante este cenário não é difícil concluir que Maomé VI e Marrocos, por inerência, não cumprem os requisitos democráticos do respeito pelos Direitos Humanos e pelas leis internacionais que subscreveu. Autênticos crimes contra a humanidade e crimes de guerra vão ocorrendo contra o povo da RASD sob a indiferença da comunidade internacionais e das instituições internacionais. Até a ONU, perante as violações ordenadas por Maomé VI faz lembrar a seu modo um tigre de pelúcia que não sanciona devidamente o reino repressor e assassino de Hassan II. Mais e melhor faz a OUA, que reconhece a RASD e sanciona o reino do terror implantado por Marrocos, pelo seu rei, senhor absoluto e chefe da ordenação da carnificina e do terror.

Ver, ouvir e não calar, é o procedimento correto e humano, democrático, digno dos amantes das liberdades e da justiça, após a escuta e visionamento do que a seguir apresentamos. Afinal, o que Maomé VI já sabe é que pode retardar com vilania e crime a independência do povo vizinho de Marrocos mas não conseguirá impedir que venha a ser independente e soberano dos seus destinos, a RASD. (PG)

El Aaiun: protesto e testemunhos

Autodeterminação do Sahara Ocidental, um sonho ou realidade? O que será necessário acontecer para que a ONU e a comunidade internacional decida, realmente, fazer alguma coisa?  

Veja as images e ouça o testemunho dos acontecimentos violentos levados a cabo pela polícia marroquina, após acção de  protesto de jovens saharauis, em  El Aaiun, capital dos territórios ocupados do Sahara Ocidental. - Jornal Tornado



Nota: Este aglomerado de prosa é da autoria do Página Global e do Jornal Tornado, conforme o assinalado nos respetivos textos.

SOCIALISTAS TIMORENSES CONDENAM PRISÕES EM EL AAIUN


Azancot de Menezes, Secretário-Geral do Partido Socialista de Timor-Leste evidência as semelhanças entre o que se passa nos territórios ocupados do Sahara Ocidental e o passado não muito distante deste jovem país, e encorajam o Parlamento a enviar uma resolução à ONU em defesa de um referendo no Sahara Ocidental.

O Sahara Ocidental, como foi no passado Timor-Leste, é um território não-autónomo, nos termos da Resolução 1514 das Nações Unidas (1960).

Em 1975, com a retirada da colónia espanhola, o território foi invadido e anexado ilegalmente pelo regime de Marrocos e o povo saharaui tem sido barbaramente torturado e assassinado pelas forças de ocupação. A população em geral, e muito particularmente as mulheres, são torturadas, agredidas, violadas, presas, desaparecidas, exiladas e brutalmente discriminadas pelo facto de serem mulheres saharauis.

O regime de Marrocos, principalmente com a conivência de França, trabalha nos bastidores da ONU contra a autodeterminação do Sahara Ocidental. Com o consentimento desta organização internacional, vários países com interesses económicos no território exploram os enormes recursos naturais (pesca, fosfatos e petróleo) que pertencem ao martirizado povo saharaui e pactuam de forma hipócrita e criminosa com a violação dos direitos humanos ao serviço do regime de Marrocos.

NA PALESTINA, O CASO DAS CRIANÇAS PRESAS PELO GOVERNO ISRAELITA


Dani Ferreira, em CGN

Em primeira reportagem de série sobre violações aos direitos humanos na Palestina, Ponte entrevista menina de 14 anos que passou 4 meses numa prisão em Israel

Eu estava andando para a escola quando um carro da segurança do assentamento tentou me atropelar. Eu desmaiei. Quando acordei, havia uma faca do meu lado e eu estava cercada de pessoas perguntando porque eu tinha uma faca. Fizeram de um jeito que era para parecer que eu tinha uma faca. Eu estava algemada no chão e eles me chutavam e gritavam comigo o tempo todo. Eu falei para eles que eu não tinha uma faca.*

A menina K. tinha 14 anos quando isso aconteceu em uma manhã de dezembro de 2015. A criança foi detida e oito dias depois a corte militar israelense a condenou a 4 meses de prisão e pagamento de 5 mil shekels (cerca de R$ 4.300). Em 2015 houve um aumento no número de crianças palestinas presas após a onda de violência iniciada em outubro. Segundo a ONG Adameer, 156 menores foram presos em 2014 e outros 470 só em 2015; 2016 terminou com 400 menores palestinos presos por autoridades israelenses, meninos em sua maioria.

Levantamento de outra instituição, a ONG Defense For Children International – Palestina (DCI – Defesa de Crianças Internacional, em tradução livre) mostra que 2016 foi o ano com mais mortes de crianças palestinas por forças israelenses da última década: 32 mortos na Cisjordânia e Jerusalém Oriental.

A Limpeza Étnica da Palestina, de Ilan Pappé, foi lançado na Livraria Antonio Gramsci


Aconteceu ontem, 24 de março, no Rio de Janeiro, mas é bom que se saiba

A Editora Sundermann e o Núcleo Piratininga de Comunicação - NPC convidam para lançamento e debate, com a participação de Soraya Misleh, do livro " A Limpeza étnica da Palestina", do historiador israelense Ilan Pappé.

A partir da abertura de arquivos oficiais israelenses, Pappé debruçou-se em reexaminar criticamente os acontecimentos de 1948 e o sionismo enquanto projeto político. Nesta obra, alia documentos oficiais à memória palestina para demonstrar que a criação de Israel como Estado judeu a escolha de suas lideranças foi promover limpeza étnica, ou seja, expulsão deliberada dos palestinos.

O autor é um dos mais importantes entre os chamados novos historiadores israelenses. Professor da Universidade de Exeter, na Inglaterra. Filho de imigrantes judeus alemães, nasceu em Haifa em 1954, apenas seis anos após a criação do Estado de Israel - para os palestinos, a Nakba (catástrofe). Lecionou na Universidade de Haifa entre 1984 e 2007. Após a publicação de "A limpeza étnica da Palestina" e de expressar apoio ao movimento BDS (boicote, desinvestimentos e sanções) a Israel, passou a enfrentar pressão e ameaças, o que o levou a exilar-se na Inglaterra, onde vive hoje.

Pappé não reviu suas conclusões, como fizeram outros "novos historiadores". Abdicou dos privilégios que o silêncio cúmplice lhe traria e tem dedicado seu conhecimento à denúncia vigorosa da limpeza étnica do povo palestino e a que se faça justiça na tão maltratada Palestina. E vai além: afirma que sem o reconhecimento histórico da Nakba, não é possível haver uma solução justa, o que implica necessariamente assegurar o direito de retorno dos milhões de refugiados expulsos de suas terras.

Serviço:
Lançamento e debate do Livro A Limpeza Étnica da Palestina, de Ilan Pappé.
Editora Sunderman
Valor: R$ 60,00
Data: 24 de março de 2017
Hora: 19h
Local: Livraria Antonio Gramsci
Endereço: Rua Alcindo Guanabara, 17, térreo, Cinelândia, Rio de Janeiro.
Contatos: (21) 2220-4623 / livraria@piratininga.org.br