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terça-feira, 3 de abril de 2012

ANGOLANOS COMEMORAM QUARTA-FEIRA UMA DÉCADA DE PAZ



Paulino Neto – Angola Press

Luanda - Há dez anos, o povo angolano presenciou com entusiasmo, no Palácio dos Congressos, em Luanda, o abraço solidário entre irmãos desavindos e a assinatura do Memorando de Entendimento Complementar ao Protocolo de Lusaka.

O documento, assinado pelos ex-Chefes do Estado Maior General das Forças Armadas Angolanas, General Armando da Cruz Neto, e do então Alto Comando das Forças Militares da Unita, Geraldo Abreu Muendo "Kamorteiro", mudou o curso da História da República de Angola.

A cerimónia, que marcou o fim de um período de guerra, com milhares de deslocados, mutilados e órfãos, foi assistida pelo Chefe de Estado Angolano, José Eduardo dos Santos, por representantes da comunidade internacional e entidades nacionais e estrangeiras.

A partir dai, as chefias militares das FAA e da Unita começaram a dar os primeiros passos significativos para a validação do cessar-fogo assinado, marcando a cerimónia formal da incorporação dos oficiais e militares no exército nacional.

Esta data, 4 de Abril de 2002, constitui uma das maiores conquistas do povo angolano, após a Independência Nacional, a 11 de Novembro de 1975, por marcar uma viragem decisiva no processo político e o desenvolvimento de Angola.

Pelo facto, o 4 de Abril foi instituído feriado nacional e passou a ser uma referência histórica importante na luta do povo angolano.
Actualmente, o país vive um ambiente de paz justa e definitiva, um momento particularmente importante na sua história, nunca antes experimentado pelo povo angolano, mesmo num passado longínquo, bem como desde o nascimento de Angola como um Estado independente e soberano.
Paz Justa por ser alcançada sem imposição de forças externas, mas do resultado de esforços dos angolanos, que entenderam que havia a necessidade da cessação das hostilidades e de encetarem o processo de conclusão das tarefas remanescentes do Protocolo de Lusaka, tendo em vista o estabelecimento da paz e a consequente reconciliação e reconstrução do país.

Pela primeira vez, um protocolo visando a paz foi assinado, em território nacional, sem qualquer mediação externa. Esta paz corresponde aos interesses mais legítimos do povo angolano.

É definitiva porque a paz conquistada está e deve ser consolidada no dia-a-dia dos angolanos, através de acções e atitudes práticas, devendo todos contribuir para que este processo seja irreversível.

É vontade dos angolanos que sejam removidos todos os factores do passado, de modo a se construir uma pátria unida, solidária e madura, orientada pelos valores da unidade nacional, da democracia, liberdade, justiça social e pelo respeito dos direitos humanos.

Conquistada a paz, novos desafios se colocam ao povo angolano, pois torna-se necessário continuar a envidar esforços para a sua consolidação, através do desenvolvimento de um conjunto de acções, que visem combater à fome e à pobreza.

Até 2002, em Angola, mais de quatro milhões de cidadãos eram deslocados, havia cerca de 170 mil portadores de deficiência e a taxa de desemprego atingia cerca de 43 porcento da população.

Depois de várias décadas de conflito, regista-se nos últimos dez anos um dos períodos de maior crescimento económico, com sinais concretos de estabilização da infracção, suportada por uma política Macroeconómica reconhecida pelas principais instituições internacionais.

Angola assume-se como País do futuro, onde o Governo tem os seus programas e matas orientados para a reconstrução do país e com um forte investimento no sector social.

O Orçamento Geral do Estado (OGE) passou a ter como uma das maiores preocupações o sector social, que inscreve o desenvolvimento de vários programas para o reforço de uma economia equilibrada.

Com a Paz, os angolanos devem também promover a tolerância e o respeito pela diferença de opiniões e filiação partidária, bem como incentivar o sentimento patriótico da população, sobretudo nas crianças e jovens, e fortalecer as instituições do Estado Democrático de Direito como premissa indispensável para encetar, com firmeza, novos passos rumo ao crescimento harmonioso do País.

Citando o Presidente da República, José Eduardo dos Santos, "quem ama verdadeiramente a Paz tem de saber perdoar, reconciliar-se com o seu próximo, contribuindo assim para uma união verdadeira e sólida dos angolanos, sem prejuízo para as divergências que uns e outros possam expressar".

Se a 4 de Abril de 2002 os angolanos deram um exemplo ao Mundo, em Setembro deste ano vão igualmente confirmar esta maturidade, participando no pleito eleitoral, e, com civismo, num clima de paz, harmonia e fraternidade, sem recurso à violência verbal ou física, eleger o Presidente da República e os deputados ao parlamento.

A província do Moxico acolhe este ano o acto central do 4 de Abril, que decorre sob o lema "Defendamos a Paz, a Unidade Nacional e o Desenvolvimento de Angola".

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