segunda-feira, 13 de maio de 2013

Águas e energia em Angola com investimentos públicos de 2,3 mil milhões de euros

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EL – APN - Lusa

Luanda, 13 mai (Lusa) - Os subsetores das águas e energia em Angola vão beneficiar este ano com investimentos públicos que totalizam 2,3 mil milhões de euros, disse hoje à Lusa o ministro da Energia e Água.

João Baptista Borges falava à Lusa no final da cerimónia de apresentação da 1ª edição da Feira Internacional da Energia e Águas de Angola, a realizar em Luanda entre 25 e 27 de setembro próximo.

O ministro destacou como projetos mais significativos os investimentos ligados à construção de duas hidroelétricas e a reabilitação dos sistemas de distribuição de água nas capitais provinciais.

"Os dois subsetores, águas e energia, têm orçamentado um total de 22,3 mil milhões de euros de investimentos, segundo o Plano Nacional de Desenvolvimento, a executar até 2017", disse João Baptista Borges.

Na energia, os projetos para este ano são a construção das hidroelétricas de Lauca e de Caculo Cabaça, no rio Kwanza, a central de ciclo combinado do Soyo, norte do país, os sistemas de transporte associados.

Nas águas está prevista a construção de sistemas de águia que vão duplicar o abastecimento a Luanda, e os projetos de reabilitação dos sistemas de distribuição nas capitais provinciais.

"A perspetiva é desenvolver sistemas de distribuição de água a 130 sedes municipais, até 2017, e concluirmos o programa 'Água para Todos', que é chegar a 80 por cento da população nas zonas rurais", adiantou.

O programa "Água para Todos" está centrado nas zonas rurais e atualmente já chega a 56 por cento da população.

Relativamente à 1ª edição da Feira Internacional da Energia e Águas de Angola, João Baptista Borges anunciou que simultaneamente irá realizar-se uma conferência internacional, com a participação de especialistas internacionais.

No certame, coorganizado com a FIL-Feira Internacional de Luanda, está prevista a participação de responsáveis dos setores da Energia e Águas na Comissão Europeia, Nações Unidas, de Portugal, Brasil, Reino Unido, Dinamarca, Itália e Áustria.

Subordinada ao tema "Fatores Críticos para o Desenvolvimento Sustentável de Angola", esta primeira edição pretende abrir caminho a futuras edições, a realizar de dois em dois anos.

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