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sexta-feira, 18 de outubro de 2013

“QUEIROZMATOZOIDE” DO DISCRIMINATÓRIO JORNAL DE ANGOLA DEFENDE MACHETE

 


AS REACÇÕES ÀS DECLARAÇÕES DO MINISTRO LUSO
 
Folha 8 – edição 12 outubro 2013
 
O ministro dos Negócios Es­trangeiros de Portugal, Rui Machete, ao pedir descul­pa às autori­dades do regime angolano pelas, supostas, investiga­ções judiciais que têm sido levadas a cabo no seu país contra figuras próximas do presidente Eduardo dos Santos, limitou-se a dar cumprimento visível à institucionalização da sub­serviência lusa, cumprindo – aliás – ordens do primei­ro-ministro Padro Passos Coelho. Em sua defesa, pe­rante algumas críticas, saiu como é habitual o simiesco “queirozmatozoide”.
 
O simulacro de revolta lusa contra Rui Machete, para além de ter permitido que alguns mercenários do MPLA, tipo Artur Queiroz, saíssem das putrefactas sarjetas do regime, funcio­nou como demonstração inequívoca do poder real que o Governo angolano tem sobre Portugal, no­meadamente nas vertentes económicas e políticas.
 
“Tanto quanto sei, não há nada substancialmente digno de relevo, e que per­mita entender que alguma coisa estaria mal, para além do preenchimento dos for­mulários e de coisas buro­cráticas e, naturalmente, informar as autoridades de Angola pedindo, diploma­ticamente, desculpa, por uma coisa que, realmen­te, não está na nossa mão evitar”, disse Rui Machete, segundo a RNA.
 
Rui Machete limitou-se, de facto, a desempenhar o papel de sipaio que, na esperança de um prato de lentilhas, obedece cega e caninamente ao seu chefe do posto (Passos Coelho) que, por sua vez, aspira a um dia ser como o soba­-maior (Eduardo dos San­tos), razão pela qual lhe lambe as botas e mostra quão lhe agrada ser escra­vo de um senhor que, apesar disso, o alimenta com lagosta.
 
Entre as figuras que suposta­mente estão a ser investigadas pela Justiça por­tuguesa encontram-se o Procurador-Geral de An­gola, João Maria de Sou­sa, o presidente do Banco Atlântico, Carlos Silva, e as filhas do presidente José Eduardo dos Santos. Desde o início que em Portugal se sabe, sobretudo em função da sabujice dos seus go­vernantes (começada com José Sócrates e potencial­mente aumentada pela du­pla Passos Coelho/Paulo Portas) que nesta matéria a montanha iria parir um rato… de plástico.
 
O regime de José Eduar­do dos Santos sabe, de há muito, que o processo era uma forma natural de os seus acólitos portugueses fingirem que são um Es­tado de Direito. Mesmo assim, achou que o assun­to (que deveria ter mor­rido à nascença, como se faz em Angola) estava a demorar muito tempo e que, se calhar, alguns ma­gistrados portugueses até não estavam virados para trabalhar nas lavandarias de Lisboa e, dessa forma, branquear toda a roupa suja envida de Luanda. Vai daí, e bem, fez chegar aos seus amigos do Go­verno a preocupação.
 
Para acalmar a ira do “es­colhido de Deus”, e en­quanto as investigações não são mesmo arquiva­das, Passos Coelho, que mantém – pudera! – toda a confiança no seu minis­tro, mandou Rui Machete (antigo Ministro dos As­suntos Sociais e depois Presidente do Conselho Superior do BPN e Pre­sidente do Conselho Executivo da FLAD) pedir desculpa e di­zer que tudo não passa de um “mal en­tendido”.
 
E não passa mesmo, por muito que se propale o contrário. Tivesse Passos Coelho e Paulo Portas os poderes que José Eduardo dos Santos tem sobre a Procuradoria-Geral da Re­pública, tribunais e demais agentes judiciários, e o as­sunto ou não teria nascido ou, se acaso nascesse, teria sido imediatamente fuzila­do.
 
A subserviência vem de há muito tempo
 
“É um país riquíssimo e os portugueses começaram a ter actos de subserviência em relação a Angola que são chocantes e que deve­mos evitar”, afirmou no dia 13 de Janeiro de 2009 Má­rio Soares, ex-presidente da República portuguesa que, ao contrário do Eduar­do dos Santos foi sempre eleito, numa conferência sobre “Contributos para uma Estratégia Nacional”.
 
Nessa altura, crê-se que Mário Soares se referia sobretudo aos seus ca­maradas do PS, tipo José Sócrates, quando falou da subserviência. Isto porque, de facto, não havia na al­tura melhor exemplo em relação à subserviência de alguns portugueses do que a de José Sócrates relativa­mente ao soba-maior, José Eduardo dos Santos.
 
Será que Mário Soares ti­nha razão em relação à subserviência para com o MPLA (tal como o PS membro da Internacional Socialista)? Tinha como continua a ter. Aliás, nem as actuais críticas do líder socialista, António José Seguro, a Rui Machete ocultam o panegírico que fazem, que continuam a fazer, ao regime do pai da mulher mais rica de África.
 
Se calhar, quando o “Jornal de Angola” diz que o Go­verno ditatorial do MPLA está ao mesmo nível do da sociedade política por­tuguesa, sempre dividida no poder entre PS e PSD, acerta em cheio.
 
Por alguma razão quando o órgão oficial do regime angolano ataca com tudo o que tem e com o que não tem Mário Soares, a co­mandita socialista mete o rabinho entre as pernas e assobia para o lado.
 
De facto, gostem ou não os donos dos areópagos da política lisboeta, a vaselina caiu em desuso no Gover­no português, tal é a habi­tuação. O mesmo se passa com a vergonha. E assim sendo, como mais uma vez se demonstra, Portugal não é sério e já nem se preocu­pa em parecê-lo.
 
A dupla Passos Coelho/Paulo Portas continua a mostrar aos donos de Angola que, por falta de coluna vertebral, o que o Governo português gos­ta é de estar sempre de cócoras, prontinho para ser comido. Por isso o actual primeiro-ministro­-adjunto disse à Lusa, no final de uma escapadela de algumas horas ao reino do MPLA, que o sucesso dos investimentos de em­presas portuguesas em Angola é a chave para a manutenção de postos de trabalho em Portugal.
 
Um milhão e duzentas mil pessoas que nas ociden­tais praias lusitanas estão no desemprego ficaram, valha-lhes ao menos isso, a saber que nada devem ao regime angolano que foi presidido por um cida­dão que esteve 32 anos no poder sem nunca ter sido eleito.
 
“O mercado angolano é o primeiro fora da Europa para as nossas empresas, que fazem aqui uma apos­ta muito importante, que fazem aqui investimentos significativos e que ao ter uma posição importante em Angola estão a prote­ger postos de trabalho na rectaguarda, em Portugal”, disse Paulo Portas.
 
Em matéria de recta­guarda reconheça-se que Paulo Portas sabe do que fala. Não será o único no Governo, mas é dos mais preparados. Outros há que preferem trabalho na hori­zontal, de joelhos e por aí fora.
 
O comentário bajulatório de Paulo Portas, também ele cumprindo ordens do seu chefe do posto, surgiu – recorde-se – na sequên­cia de declarações do en­tão ministro de Estado e da Coordenação Económica, ex-presidente da Sonangol e actual vice-presidente da República, Manuel Vicen­te, segundo o qual Angola não iria reforçar os investi­mentos no tecido produti­vo português.
 
“Angola é um país cujo crescimento económico é enorme. Tem uma prio­ridade importante que é fazer com que esse cresci­mento signifique também uma melhor distribuição. Tem inúmeros planos nas áreas económica e social para o território angolano e na internacionalização, Portugal foi, é e será im­portante, como se vê todos os dias pelos factos”, sa­lientou Paulo Portas.
 
Como o soba-maior de­termina, os seus ministro portugueses com funções delegadas (por isso vão tantas vezes a despacho ao Futungo), não conseguem ver a realidade do Povo an­golano onde perto de 70% vive na miséria.
 
As relações entre Portugal e Angola “são boas e po­dem ainda ser melhores, sempre numa perspectiva duplamente ganhadora. É preciso que os interesses de Portugal em Angola se­jam defendidos e é preciso que os investimentos de Angola em Portugal sejam protegidos”, diz Paulo Por­tas, certamente depois de ter sido suficientemente afagado pelos especialistas do regime.
 
“Há muitas empresas por­tuguesas presentes no mercado angolano: gran­des, médias e pequenas, e há inúmeros planos para o futuro de Angola onde a participação das empre­sas portuguesas é relevan­te e hoje em dia é muito significativa, em sectores importantes, a entrada de capitais angolanos em Por­tugal”, acrescenta Paulo Portas que, certamente, está triste porque nunca mais se concretizar a OPC (Oferta Pública de Com­pra), a retalho ou por ata­cado, sobre Portugal.
 
Apesar dos negócios mais recentes, liderados por Isa­bel dos Santos, como em tudo na vida, quem espera desespera. E Lisboa está a ficar desesperada, tal é o desejo, a vontade, a paixão que coloca nesta opera­ção de compra. De facto, a OPC sobre todo o país já deveria ter sido lançada. Legitimado supostamente por eleições, nas quais os angolanos (os vivos e os mortos) deram uma con­fortável vitória a Eduardo dos Santos, é hora de re­solver o assunto, evitando que políticos como Rui Machete tenham de fazer destas figuras.
 
OS “VELHOS DO RES­TELO” ANDAM POR AÍ
 
A posição crítica de alguns sectores lusos é incom­preensível. Se Portugal não tem capacidade, enge­nho e arte para se aguentar sozinho, só mesmo a ajuda dos outros – nomeada­mente do MPLA – poderá salvar os portugueses de viverem apenas com um prato da farelo.
 
As vozes críticas são, con­tudo, cada vez menos. No espectro político portu­guês, com representação parlamentar, apenas o Bloco de Esquerda não foi ainda comprado pelo MPLA. Todos os outros renderam-se. A nível das instituições, até a Presi­dência da República vai dando uma no cravo e ou­tra na ferradura de modo a, neste caso, agradar a “gre­gos” (Eduardo dos Santos) e “troianos” (Eduardo dos Santos).
 
Aparentemente diferente é a Procuradoria-Geral da República que, tanto quan­to parece, quer mesmo mostrar que ainda há algu­ma possibilidade, embora remota, de Portugal ser um Estado de Direito De­mocrático. Como é óbvio, não vai conseguir levar “a carta a Garcia”. O caminho está todo armadilhado pe­los políticos e pelos seus patrões.
 
Manuel Vicente diz que “o Estado hoje tem outras prioridades. Estamos a olhar mais para os proble­mas internos do que para os problemas externos”, respondendo dessa forma à pergunta se Angola iria participar no programa de privatizações previsto em Portugal nos sectores da comunicação e transpor­tes, ou se a iniciativa fica­ria do lado de empresários privados, como sucedeu nos últimos dias com a empresária Isabel dos San­tos.
 
“Os empresários privados são livres. Onde eles en­contrarem oportunidades e virem que há, de facto, a criatividade e escala para investir, só nos resta, como governo apoiarmos essas iniciativas”, acrescentou o ex-patrão da principal empresa do regime, a So­nangol.
 
Manuel Vicente adiantou, segundo o jornal i, que agora, face à globalização da economia, importa não investir num único merca­do. “O mundo hoje é uma aldeia global e, como se costuma dizer na gíria, não podemos colocar os ovos todos no mesmo cesto. As economias melhoram ou pioram em função dos locais, e temos que ter investimentos em várias paragens e, no fim, termos uma média que seja posi­tiva e que possa garantir a sustentabilidade”, vincou.
 
“As palavras de Manuel Vi­cente deitam por terra os imensos esforços políticos e diplomáticos do governo português para atrair cada vez mais investimento angolano. E podem tam­bém afectar a presença de empresas portuguesas no espaço económico angola­no”, escreve o i.
 
Em todo este contexto, é aconselhável que os portu­gueses atentem nas teses do antigo ministro da De­fesa, figura de destaque do MPLA, e um empresário de sucesso em áreas que vão da banca ao imobiliá­rio, hotelaria, jogos, dia­mantes etc., de seu nome Kundy Paihama.
 
Se os portugueses, tal como todos os angolanos que não são do MPLA, le­vassem em conta as suas palavras, certamente que evitavam ter de viver com um prato de farelo.
 
Num dos seus (foram tan­tos) célebres e antológicos discursos, Kundy Paihama disse: “Não percam tempo a escutar as mensagens de promessas de certos Políti­cos”, acrescentando: “Tra­balhem para serem ricos”.
 
“Criminosos portugueses contra as suas próprias ví­timas”
 
O sipaio Artur Queiroz ati­rou a pedra e, dizendo cha­mar-se Álvaro Domingos, escondeu a pata. Mas não enganou ninguém. O chei­ro a esgotos putrefactos, terreno de especial predi­leção do escriba de plantão no “Jornal de Angola”, de­nunciou-o. Todos sabem que chafurdar na merda é para ele uma questão de vida e de identidade.
 
Diz o mercenário, que até tem Carteira Profissional de jornalista, passada pela respectiva organização tu­telar portuguesa, valendo­-se das informações que o regime faz chegar ao seu submundo, que “Portugal está no centro de uma gra­ve crise social e económi­ca sem fim à vista. O Esta­do Social que nasceu com a Revolução de Abril tem sido friamente destruído pelas elites reinantes. Os fundos de coesão da CEE foram desbaratados por cleptocratas insaciáveis que à sombra de partidos democráticos se com­portaram como vulgares ladrões sem sequer se dis­farçarem com colarinhos brancos”.
 
O simiesco “queirozmato­zoide” explica no “Jornal de Angola” (onde mais po­deria ser?) que “o Portugal que deu as mãos aos novos países que nasceram das suas antigas colónias está crivado de dívidas. Face ao esvaziamento dos cofres públicos, até as pensões e reformas dos idosos são confiscadas. Milhares de jovens quadros são obriga­dos a procurar em países estrangeiros o pão nosso de cada dia. Angola é um desses destinos. Como disse em entrevista a uma televisão portuguesa o Presidente José Eduardo dos Santos, são todos bem­-vindos e têm o apoio e a solidariedade dos seus ir­mãos angolanos”.
 
Não sendo o autor nem português nem angolano (os mercenários não têm nacionalidade), é livre de dizer o que lhe mandam dizer os que lhe pagam, os que o sustentam. E, neste caso, o recado até tem pés e cabeça, ao contrário do escriba que só tem patas e barriga.
 
Animado pela encomenda, “queirozmatozoide” garan­te que “as elites portugue­sas famintas de dinheiro entraram em desvario. À medida que a crise aperta, eles disparam em todas as direcções, atingindo por vezes membros do bando. À medida que a “troika” drena milhares de milhões de euros para os bolsos dos credores, as elites rei­nantes ficam sem cheta e tornam-se mais agres­sivas. E Angola é sempre o alvo destes deserdados dos dinheiros do depaupe­rado Estado Português”.
 
Desta forma, e se calhar ainda vamos um dia destes ver um ministro angolano pedir desculpas a ango­lanos e portugueses por terem dado guarida a esta espécie de mercenários, o articulista tenta acertar contas com os portugueses que não lhe reconheceram méritos suficientes para o quererem como – no mínimo – director-geral do Diário de Notícias, da SIC ou do Jornal de No­tícias, onde durante anos conspurcou a Redacção. Mas nós podemos ficar descansados. Um “bom” mercenário escreve a fa­vor de quem melhor lhe pagar. Tal como no pas­sado já atacou forte e feio o “socialismo de sanzala” do MPLA, amanhã pode­rá fazer o mesmo. É tudo uma questão de ginguba e bananas.
 
Diz o mandatário do José Ribeiro, director do JA, que “se em Portugal alguém ousa lançar um pouco de água na fervu­ra, é crucificado na praça pública e lançado às feras da SIC e de outros órgãos de informação onde fal­sos jornalistas obedientes aos donos fazem o papel aviltante de juízes de um Santo Ofício anacrónico e ridículo. Não se pode di­zer que perdem a cabeça, porque nunca a tiveram, nem como ornamento”.
 
O simiesco “queirozmato­zoide” não perdoa mesmo. Tem a liberdade entalada na garganta e nem a lubri­ficação da sua cavidade bocal o ajuda a engolir. Passa tudo menos a liber­dade. É visível, sobretudo quando fala do que ele não é, Jornalista, o seu orgasmo sádico. É claro que tem o direito de gos­tar, com ou sem vaselina, de qualquer tipo… de ali­mentação. Daí os ataques a todos quantos, cá e em Portugal, defendem que dizer a verdade é a melhor qualidade dos homens (isto não se aplica) de bem.
 
“O ministro de Estado e dos Negócios Estran­geiros, Rui Machete, fez uma declaração à Rádio Nacional de Angola sobre um episódio aviltante que devia encher de vergonha o Poder Judicial em Por­tugal. Órgãos de comuni­cação social portugueses fizeram manchetes “in­formando” que o Vice­-Presidente da República, Manuel Vicente, estava a ser investigado em Por­tugal pelo Ministério Pú­blico. E deram pormeno­res do processo. Pouco tempo depois, a vítima foi o Procurador-Geral da República, João Maria de Sousa. O Ministério Públi­co em Portugal é titular da investigação e acção penal. Portanto, estas notícias só podem ter sido dadas por essa instituição”, conclui o sipaio que – legitimamente – aspira a ser chefe do pos­to num regime em que o Ministério Público, como todas as restantes institui­ções, têm total liberdade para cumprir o que for de­terminado pelo “querido líder” kim iong Santos.
 
“Queirozmatozoide” diz que, “face às reacções in­dignadas contra tão graves crimes de que estavam a ser vítimas os cidadãos Manuel Vicente e João Maria de Sousa, o De­partamento Central de Investigação e Acção Pe­nal (DCIAP) emitiu um comunicado onde infor­mou que existiam inves­tigações mas ninguém tinha sido constituído arguido”, acrescentando que “o Ministério Públi­co e a Procuradora-Geral da República, Joana Vi­dal, nunca mais se digna­ram falar do assunto. E ti­nham que fazê-lo. Porque se exigia, no mínimo, que fosse investigado isto: quem, como e quando violou grosseiramente o segredo de justiça. E ao fazê-lo, violou a honra e o bom-nome de dois cida­dãos angolanos. Acresce que Manuel Vicente foi eleito Vice-Presidente da República com mais de 70 por cento dos votos dos eleitores. E João Maria de Sousa é o Procurador-Ge­ral da República. Também por isto se exigia, num Es­tado democrático, um es­clarecimento cabal de tão graves crimes contra duas pessoas que até prova em contrário são inocentes. Ao alimentar machetes e notícias falsas que têm no centro figuras públicas angolanas, o Ministério Público e a Procuradora­-Geral da República Joana Vidal puseram-se fora da lei. E deram esse salto ar­riscado, para atentarem contra a honra e o bom­-nome de dois cidadãos que desempenham altas funções no Estado Ango­lano”.
 
Pois é. O problema não está nos eventuais crimes cometidos, ou não, pelos cidadãos, neste caso an­golanos. Está em ter-se sabido disso. E, como sa­bemos, em Angola nada disso aconteceria. Nunca nada disso se saberia. Por cá, o regime quer que os jornalistas sejam imbecis (não procurem saber o que se passa) e criminosos (sabem o que se passa mas calam-se). Tal como quer que a liberdade de Impren­sa se resuma à RNA, TPA, Angop e Jornal de Angola.
 
É claro que o modelo de­fendido pela “queiroz­matozoide” criatura tem adeptos, até mesmo em Portugal. Por cá já se sabe que os poucos jornalistas que não são imbecis e cri­minosos tem uma especial apetência para, por exem­plo, chocar com balas que andam perdidas no ar des­de os tempos da guerra ou, ainda, para tentar atropelar as viaturas da Unidade da Guarda Presidencial.
 
Continuemos, entretanto, a leitura do simiesco tex­to. “Face a este quadro é natural que o ministro Rui Machete tivesse vontade de deitar água na fervu­ra. O que ele foi fazer! Os “pivots” anti-angolanos Mário Crespo e João Soa­res abocanharam-lhe os calcanhares, deixando-o sem base de sustentação. Os sindicatos dos juízes e do Ministério Público crucificaram-no e lembra­ram urbi et orbi que em Portugal há separação de poderes. Só é pena que essa separação não inclua também os órgãos de co­municação social”.
 
É pena. Assim, dizer o que se pensa é – quando isso não coincide com a verda­de oficial – um crime con­tra a segurança do Estado, um acto anti-angolano, uma prova de que urge fazer um novo 27 de Maio em que, provavelmente, o “queirozmatozoide” teria a patente de general e che­fiaria o departamento de execuções sumárias.
 
“O episódio que envolveu dois dirigentes angola­nos prova à puridade que há uma relação espúria e aviltante entre o Ministé­rio Público e uma comu­nicação social que actua na lógica das associações de malfeitores. A senhora Procuradora-Geral Joana Vidal, toda abespinhada, atirou-se ao ministro Rui Machete. Melhor fora que revelasse o nome ou os nomes dos procurado­res do Ministério Público que violaram o segredo de justiça, ferindo a honra e o bom-nome de dois ci­dadãos que desempenham altos cargos no Estado Angolano”, diz o arauto dos esgotos do regime, pondo em sentido e a tre­mer de medo quer Joana Marques Vidal quer todos os restantes magistrados. Temem que, um dia des­tes, Artur Queiroz apareça por Lisboa (onde vai com frequência) para dar umas bassulas nos juízes, nos procuradores, nos jorna­listas e em todos os que fazem parte da sua imensa lista negra.
 
No seu longo texto, digno de constar no anedotário dos mercenários, o fobeiro acrescenta que “Rui Ma­chete, como jurista que é, pediu diplomaticamente desculpa (não desculpas diplomáticas) pelas patifa­rias cometidas pelo Minis­tério Público e órgãos de comunicação social contra o Vice-Presidente da Re­pública, Manuel Vicente, e o Procurador-Geral da República, João Maria de Sousa. Os mais assanha­dos membros das elites corruptas e caloteiras portuguesas trucidaram o ministro e por tabela lan­çaram a habitual chuva de calúnias contra os dirigen­tes angolanos, eleitos de­mocraticamente”. Quanto ao facto do Eduardo dos Santos ter estado 32 anos sem ter sido eleito…
 
Por último, a caminho do seu antro subterrâneo, “queirozmatozoide” amea­ça que “como temos três meses para organizar a Cimeira Angola-Portugal, fico por aqui. Mas conti­nuo a exigir que a Procu­radora-Geral Joana Vidal e a Direcção Central de In­vestigação e Acção Penal expliquem aos angolanos e portugueses quem foram os membros do Ministério Público que violaram o se­gredo de justiça, violando gravemente a honra e o bom nome de duas altas figuras do Estado Angola­no”.
 

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