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quarta-feira, 15 de março de 2017

APÓS QUEDA DO NAZISMO, CLÍNICA AUSTRÍACA CONTINUOU A MATAR CRIANÇAS




Embora o regime nazi tenha sido derrotado na Segunda Guerra Mundial, a ideologia continuou viva em vários locais e pessoas.

A clínica austríaca Am Spiegelgrund ficou conhecida por ser um dos locais onde os médicos nazis levavam a cabo as mais horrendas experiências médicas que, na grande maioria das vezes, terminav com a morte das vítimas. Neste caso eram crianças, uma vez que se tratava de uma clínica infantil.

Volvidos 72 anos após o fim da Segunda Guerra Mundial, um relatório das autoridades austríacas, a que a agência France-Presse teve acesso, revela que as práticas nazis continuaram a ser aplicadas, mesmo após a queda do regime.

Segundo o documento, entre 600 a 700 crianças e jovens foram mantidos no ‘Pavilhão 15’ sob um “forte sistema de violência” entre o fim da Segunda Guerra Mundial e o início da década de 80.

Durante mais de 30 anos, os funcionários da clínica administraram “pesados” sedativos às vítimas que eram mantidas em camisas-de-força e em camas do estilo jaulas.

Os investigadores chegaram a estas conclusões depois de terem entrevistado antigos pacientes e enfermeiros da clínica.

“Houve uma insuficiente rutura a nível ideológico e laboral com o período nazi, o que contribuiu para estas condições sub-humanas”, lê-se no relatório citado pela France-Presse e segundo o qual pelo menos 70 crianças e jovens morreram, sendo que 80% das mortes ficou a dever-se a infeções pulmonares causadas pelos tratamentos e pelos jejuns prolongados a que eram sujeitas as vítimas.

Com recurso a esta clínica e a estes métodos, os nazis mataram cerca de 800 crianças ao utilizarem-nas em experiências científicas.

O relatório revela ainda que, após a guerra, os cérebros das vítimas eram enviados para o conhecido médico nazi Heinrich Gross, um dos responsáveis pelas experiências mortais.

Heinrich Gross foi acusado de crimes de guerra, mas nunca foi condenado, tendo continuado com a sua proeminente carreira médica após o fim da guerra.

Patrícia Martins Carvalho, em Notícias ao Minuto (hoje)

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