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domingo, 19 de março de 2017

Hong Kong. Três manifestantes condenados a três anos de prisão por motins de 2016


Os protestos ocorridos em de Hong Kong, em fevereiro de 2016, foram os mais violentos dos últimos anos e a maior demonstração de descontentamento popular desde os protestos pró-democracia do final de 2014

Três jovens manifestantes de Hong Kong foram condenados esta sexta-feira a uma pena de três anos de prisão cada devido à sua participação nos tumultos que degeneraram em violentos confrontos em fevereiro do ano passado.

Os estudantes Hui Ka-ki, de 23 anos, e Mak Tsz-hei, de 20, e o cozinheiro Sit Tat-wing, de 33, foram os primeiros a serem condenados pelos motins ocorridos na zona comercial bastante movimentada de Mong Kok em fevereiro do ano passado por ocasião do Ano Novo chinês.

Os distúrbios, que surgiram na sequência de uma operação policial contra venda ambulante ilegal de comida, resvalaram em confrontos considerados os mais violentos dos últimos anos e a maior demonstração de descontentamento popular na antiga colónia britânica desde os protestos pró-democracia do final de 2014.

Mais de 100 pessoas ficaram feridas, incluindo polícias, manifestantes e jornalistas, e 65 foram detidas naquele que foi um raro surto de violência em Hong Kong.

A defesa alegou que os três manifestantes esta sexta-feira condenados – e que incorriam numa pena máxima de dez anos de cadeia – estavam a expressar o seu descontentamento para com o governo de Hong Kong que ativistas afirmam ser uma marioneta de Pequim.

"Qualquer pessoa que participe nesse tipo de motins precisa de compreender que há um preço a pagar", afirmou o juiz Sham Siu-man, apontando que "violência é violência".

A sentença tem lugar quando falta pouco mais de uma semana para as eleições para o chefe do Executivo de Hong Kong, marcadas para o próximo dia 26.

O líder da Região Administrativa Especial de Hong Kong é escolhido por um comité eleitoral formado por 1.200 membros, representativos de diferentes setores da sociedade, que é dominado por elites ou interesses pró-Pequim.

Lusa, em Expresso – Foto: Anthony Wallace / Getty

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