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sábado, 18 de março de 2017

Portugal. “Ninguém pode ganhar 90 vezes mais que um trabalhador da mesma empresa”


Catarina Martins exigiu um limite aos leques salariais das empresas para uma maior distribuição da riqueza, evitando disparidades salariais como as da EDP ou do Pingo Doce.

Catarina Martins interveio esta sexta feira no lançamento das candidaturas de Silvestre Pereira à Câmara Municipal da Maia e de Francisco José à Assembleia Municipal da mesma localidade. Na sua intervenção, a coordenadora do Bloco exigiu a criação de um limite aos leques salariais das empresas, para evitar situações como a do Pingo Doce, em que Soares dos Santos (filho) ganhou em 2016 o mesmo que 90 trabalhadores da sua empresa.

Para a dirigente bloquista, em Portugal há uma falta de “regras para a economia e exigência de justiça na redistribuição de riqueza e daquilo que é de todos e de todas e que construímos com o nosso trabalho”. Soares dos Santos, por exemplo, quase duplicou o salário de 2015 para 2016 e ganhou no ano passado 1.27 milhões de euros. “Não podemos ter setores de privilégio ilimitado, precisamos de regras na economia para que o país possa ser mais justo. É preciso limitar os leques salariais das empresas porque ninguém pode ganhar 90 vezes o que ganha o trabalhador da empresa, tem de haver um limite a este assalto”, afirmou Catarina. “Precisamos de repor os direitos de quem trabalha e acabar com este abuso de tão poucos sobre tantos”.

Soares dos Santos “ganhou sozinho aquilo que paga, em média, a 90 trabalhadores e aumentou o seu próprio salário em 46%”, resumiu Catarina. “Será que algum dos trabalhadores do Pingo Doce teve um aumento salarial de 46%? Algum dos fornecedores da Jerónimo Martins viram a situação melhorar sequer, uma quarto do que melhorou a situação do patrão do Pingo Doce?”

Num outro exemplo, Catarina Martins lembrou que Portugal é o país onde o esforço no salário para pagar a energia é um dos maiores da Europa, mas António Mexia, na EDP, ganhou no ano passado mais de dois milhões de euros. “A cada dia que passou, Mexia ganhou dez salários mínimos nacionais. Por dia, são mais de 5 500 euros. O patrão da mesma empresa que tem os trabalhadores temporários em call centres, com as práticas mais abusivas de trabalho, com toda a insegurança e pressão e quase nada de salário”, afirmou Catarina.

Esquerda.net

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