domingo, 30 de julho de 2017

Angola | OS INSONDÁVEIS SUBTERRÂNEOS INVISÍVEIS DA FRAUDE ELEITORAL

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Raul Diniz | opinião

O exercício de marketing insistente investido pela campanha do MPLA nada mais é que a triste repetição do que assistimos com tristeza a mais de 20 anos. É penoso ver o MPLA completamente perdido e sem opções claras para afastar-se da imagem vergonhosamente desgastada do seu presidente vitalício. O MPLA não consegue sequer desligar-se dos efeitos desastrosos provocados pelas politicas corriqueiras inviabilizáveis, promovidas ao longo consolado de 38 anos do seu presidente vitalício.

A situação de crise do país é real e caótica, importa substituir o (C) de crise pelo “C” de criar no interior das instituições do estado, controlado por possessivos malandros empoderados do regime. Os governantes angolanos não possuem sabedoria alguma, por isso menosprezam a sabedoria milenar do povo, e por outro lado, subjugam a sociedade civil activa inteligente organizada.

Daí o insucesso resultante das politicas publicas errantes do ponto de vista económico-financeiro socialmente incomportáveis e nada aglutinador.

Os donos de Angola e do MPLA, precisam informar em que direção querem levar o país com esse vosso candidato de pedigree politico inferior e sem nenhum pragmatismo para ser o cabeça de lista. Pior ainda foi a escolha do numero 2 da lista, uma figura despolida e obsoleta de índole politica duvidosa, completamente inútil, sem qualidade ideológica. Em síntese, um personagem que provoca a desmobiliza da militância. A pergunta é: o que acontecerá no day after no pós-eleições?

Não se pode ignorar e/ou deixar de admitir, que seria um enorme erro de calculo de consequências desastrosas dar de animo leve qualquer beneficio da dúvida para JL governar o país. Todos sabemos qual é proveniência politica de João Lourenço, também conhecemos as verdadeiras razões que estão na base da sua candidatura como cabeça de lista do MPLA.

Todo cidadão minimamente inteligente, conscientemente sabe que os desconfortos sociais de miséria endémica dos angolanos não se alterarão significativamente com João Lourenço na presidência da republica. Acredito até que será pior da mesmice de sempre. Isso significa dizer que teremos o João Lourenço de sempre, cobarde, medroso e submisso, encabrestado por Dos Santos. É claro que JES jamais aceitaria que JL altera-se o rumo do seu invicto património politico.

JES conhece bem João Lourenço, e também sabe que ele é um acérrimo bajulador e seu convicto adulador, alem do mais, Dos Santos tem plena consciência que o seu pupilo não sobreviveria politicamente se tentasse passar-lhe qualquer rasteira.

Mesmo confrontado com enfermidade que o atormenta e JES hipoteticamente sucumbisse, João Lourenço continuaria impotente como sempre, e sem saída que não fosse a de obedecer caninamente o diligente general security, Nelito Kopelipa, chefe da casa de segurança do PR. João Lourenço nunca foi militante defensor dos direitos e liberdades democráticas, ele jamais se verticalizou como defensor inequívoca da civilidade social como também não é uma pessoa altruísta, nem sequer é o homem certo com inteligência que ajude a alterar o quadro dramático de miséria institucionalizada.

Por outro lado, o MPLA não tem como repetir os resultados eleitorais adquiridos no passado sem expor-se a desnecessárias consequências terrificas de fraudar uma vez mais os resultados eleitorais. O MPLA não tem um candidato a altura das atuías circunstancias, forte e com a coragem necessária para confrontar os donos do regime que serve com esmerado brio. Assim como João Melo é o office boy de João Lourenço, do mesmo modo entendo que João Lourenço é o yes man José Eduardo dos Santos e o ditador tem-no como assecla.

O MPLA precisa mudar de vida e deixar de fingir que é um partido conquistar vitorias, aonde não existem vitoria alguma. O glorioso tem que resignar-se a sua insignificância, e deixar de fulanizar as parcas conquistas alcançadas no ardor da luta de libertação. O (M) tem que deixar de aderir ao imediatismo populista da antipolítica patológica, afastar o fantasma das politicas falidas e encarar frontalmente a crise económico-social com elevação, e espírito de socialização libertaria.

O MPLA forçadamente tem que se desenvencilhar das velhas lideranças e das velhas politicas destrutivas. A renovação de mandatos é necessária para inovar o partido com rostos mais amenos, que certamente revolucionariam o partido da base ao topo.
O partido precisa legitimar o regresso a sua origem legitima com atitudes altruístas e interagir exígua simplicidade com toda sociedade e com os partidos políticos oposicionistas e daí receber instrutivas lições construtivas, doseadas do realismo necessário para sobreviver a longo prazo no xadrez politico nacional.

Toda sociedade deve ser chamada a passar o país a limpo, a sociedade civil ativa não pode mais isentar-se das suas responsabilidades dentro do espaço politico, ela deve sim começar a reivindicar o seu papel e participar activamente na feitura das leis agregadoras e compatíveis, que ajudem a retirar o país das mãos escandalosamente incompetentes dos gestores gatunos do MPLA. Não se pode continuar a adiar o país por mais tempo. É hora de olhar o país com olhos de ver. O MPLA não pode esconder-se eternamente nos insondáveis subterrâneos de aguas turvas putrificadas invisíveis.

A sociedade precisa contribuir seriamente na democratização de Angola, até que ela deixe de ser um estado de ditadura policial, e nela nasça o tão desejado estado de direito democrático. O partido perdeu a dinâmica da cautela e do respeito ao próximo, o MPLA de hoje é um partido rústico e agressivo, promiscuo e controlador de vontades conduzido por criminosos ambiciosos, que amam o autoritarismo e adoram o poder pelo poder.

Seria um milagre do inferno que o MPLA ganhe as eleições depois de 42 anos de apartheid social explicito imposto aos angolanos sem que se ampare as recorrentes fraudes eleitorais, que aliás, já foram em grade escala postas em marcha. Como nós militantes extra CAPs somos vergonhosamente estúpidos.

Afinal, como 9 milhões de pobres explorados e seletivamente separados dos mais 29 milhões de angolanos, haveriam de dar a João Lourenço o beneficio da duvida para governar Angola? Não seria isso surreal? Como poderia o MPLA de JES e JL ganhar quaisquer eleições, após 40 anos de regime autoritário preenchidos de excêntricos manobrismos desprezíveis de politicas totalitárias!

Os angolanos não podem estar felizes quando os seus direitos foram subtraídos.

JES assassinou o sonho de independência de Angola sem colono, na hora derradeira o tirano outro típico de colonialismo, trocou o colono português branco, pelo colono preto santomense, redistribuiu a riquezas dos angolanos entre os novos amigos ricos colonos pretos e neocolonialistas brancos. A independência tombou assassinada numa rixa entre ricos e muito ricos, angolanos a parte, esses servem apenas para ser escravizados.

Para melhor entender basta indagar os larápios criminosos de colarinho branco, os donos do regime, onde param os nossos direitos de expressão, de ir e vir e de reunião em hasta publica?

Não foi por acaso o MPLA de JES e João Lourenço quem suprimiu os direitos inalienáveis do povo constitucionalmente defendidos? Não são os angolanos perseguidos, presos, roubados e assassinados pelo regime sustentado pelo MPLA? E então, onde estava e o que fez João Lourenço para minimizar o sofrimento dos mais de 90% do povo quanto foi secretário geral, vice-presidente do MPLA e ministro da defesa? Nada nê!

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